Meta Ray-Ban Display já corre Threads e WhatsApp nas lentes

By bonuz NewsroomPublished September 15, 2026
Meta Ray-Ban Display Now Runs Threads and WhatsApp Calls

Os óculos Meta Ray-Ban Display já conseguem correr Threads, Instagram e chamadas de grupo do WhatsApp diretamente na lente, sem precisar do telemóvel. É a primeira prova concreta de que um ecrã usado na cara consegue gerir a vida social do dia a dia em tempo real, e não apenas uma demonstração de laboratório ou um vídeo conceptual.

O que aconteceu

O Threads chegou aos Meta Ray-Ban Display no final de julho de 2026, permitindo aos utilizadores navegar, gostar, partilhar e ver vídeos com o gesto padrão da Neural Band, deslizando o polegar contra o indicador, segundo a UploadVR. A mesma aplicação chegou aos headsets Quest no início de agosto, instalada à força para muitos donos a meio de jogos. Outras novidades deste verão incluem o Photo Ultra HDR, um modo de rajada de fotos dinâmicas, os Instagram Instants para visualizações únicas, chamadas de voz em grupo do WhatsApp que continuam a correr em segundo plano, e um novo Modo de Poupança de Bateria. O Meta AI nos óculos corre agora sobre o Muse Spark, uma família de modelos criada depois de a equipa Llama da Meta ter sido, em grande parte, dispensada. Em separado, a Apple cortou cerca de 100 postos ligados ao Vision Pro em agosto, encerrando a sua equipa de jogos espaciais, segundo a UploadVR, ao mesmo tempo que desloca o foco dos seus wearables para óculos inteligentes sem ecrã, esperados para o próximo ano.

Como chegámos aqui

O Vision Pro foi pensado para a imersão, um headset onde se desaparece dentro. A própria Apple admitiu, segundo a UploadVR, que as pessoas raramente o usam para jogar, e que cada episódio de vídeo imersivo custa milhões a produzir. Os óculos apostaram no oposto: um pequeno ecrã, usado o dia todo, a fazer pequenas coisas. O próprio Threads tem 3 anos, lançado depois de Elon Musk comprar o Twitter, e reivindica hoje quase tantos utilizadores ativos como o X. A mudança da Meta para o Muse Spark, depois de o Llama ter ficado atrás da concorrência, mostra que o ecrã é só metade da história. O modelo que responde às perguntas na lente pesa tanto quanto a própria lente.

Porque é que isto importa para si

Num dia normal, isto tem menos a ver com aplicações e mais com atenção. Uma notificação, uma fotografia, uma chamada, tratadas sem pegar no telemóvel, enquanto se continua a olhar para a pessoa ou para a rua à frente. Isto levanta também uma ideia mais discreta: um local que se visita com frequência poderia reconhecer que ali se volta sempre, à maneira de um velho estalajadeiro que reconhecia um viajante habitual pela cara, muito antes de qualquer cartão ou aplicação. A bonuz nasce desse mesmo instinto, uma camada onde voltar a um sítio real é algo que o próprio local consegue reconhecer, sem carteira, sem login, apenas por lá voltar a aparecer.

A grande questão

Se os óculos conseguem segurar um feed, uma chamada e uma câmara na cara o dia inteiro, onde acaba a presença e começa a transmissão? Uma pessoa a navegar no Threads através de uma lente continua fisicamente numa sala, mas estará lá da mesma forma? À medida que os ecrãs ficam mais pequenos e mais constantes, a linha entre visitar um lugar e gravá-lo pode acabar por importar mais do que qualquer ficha técnica.

O que vem a seguir

Os Snap Specs chegam a 16 de setembro de 2026, e o Meta Connect segue-se a 23 de setembro de 2026, com mais hardware de óculos à espera. O sucessor mais fino do Vision da Apple não é esperado antes do final de 2028, e os seus óculos inteligentes sem ecrã visam diretamente a linha Ray-Ban da Meta no próximo ano. O lançamento do Steam Frame estava também previsto para esta semana, juntando mais um headset a um mês já de si sobrecarregado.

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