Tether rebate relatório do Senado dos EUA sobre o Irã

By bonuz NewsroomPublished October 20, 2026
Tether Rebuts Senate Iran Probe, Cites USDT Freezes

O CEO da Tether reagiu publicamente a um relatório de senadores democratas que acusa a emissora de stablecoins de facilitar a evasão de sanções por parte do Irã. Segundo ele, a investigação ignorou os congelamentos proativos feitos pela empresa. O embate importa porque pode influenciar como reguladores tratarão a maior stablecoin do mundo, num momento de escrutínio crescente sobre o papel das criptomoedas em finanças ilícitas.

O que realmente aconteceu

Paolo Ardoino, CEO da Tether, afirmou em 19 de outubro de 2026 que um relatório do Senado deixou de lado o histórico de conformidade da empresa, segundo a CoinDesk. Em publicação no X, ele disse que, desde 2023, a Tether congelou endereços suspeitos em média quatro semanas antes de o Departamento do Tesouro dos EUA (OFAC) e a NBCTF de Israel emitirem sanções formais. Segundo Ardoino, 99% dos endereços congelados foram sinalizados antes mesmo de serem rotulados pela Chainalysis. Ele atribuiu a essas ações uma queda de 94% nos volumes de stablecoin ligados ao Irã. Ardoino também participou remotamente da DC Fintech Week na terça-feira anterior, criticando o fato de o relatório ter sido divulgado à imprensa antes que a Tether pudesse analisá-lo. "Acredito que é importante que o público também ouça o nosso lado da história", declarou. O relatório do Senado, conduzido pelo senador Richard Blumenthal, principal democrata na Comissão Permanente de Investigações do Senado, acusa a Tether de oferecer "uma importante tábua de salvação financeira dentro da rede bancária paralela do Irã".

Como chegamos até aqui

O relatório do Senado abrange o período anterior a 2024, quando, segundo o documento, a Tether não realizava congelamentos abrangentes de carteiras sinalizadas. O texto afirma que essa brecha permitiu que grupos como o Hamas migrassem do bitcoin para o USDT. Uma reportagem separada da CoinDesk detalhou o congelamento de US$ 344 milhões em USDT, vinculado a uma ação dos EUA contra o regime iraniano. Desde então, Blumenthal ampliou sua investigação para incluir os laços da Tether com a Cantor Fitzgerald, empresa próxima ao governo Trump. No outono passado, a Tether nomeou Bo Hines, ex-assessor de cripto da Casa Branca sob Trump, como CEO de sua divisão nos Estados Unidos.

Por que isso importa para você

Para detentores de USDT, a continuidade do escrutínio pode afetar o status regulatório e o acesso bancário do token. Para desenvolvedores, o embate destaca como a velocidade de conformidade — e não apenas as listas finais de sanções — pode se tornar um parâmetro de avaliação para emissoras de stablecoins. Para formuladores de políticas, a disputa sobre dados e tempos de resposta pode moldar futuras regras de sanções no setor cripto. Caso os democratas retomem a maioria no Senado, Blumenthal poderá ganhar poderes de investigação ampliados sobre a Tether e empresas semelhantes.

A grande questão

Empresas de cripto devem ser avaliadas pela rapidez com que agem antes das sanções oficiais, ou apenas pelo cumprimento das designações formais do governo depois de emitidas?

O que observar

Fique atento a novos desdobramentos na investigação de Blumenthal sobre a relação da Tether com a Cantor Fitzgerald. O mercado de previsões Kalshi mostra probabilidades crescentes de que os democratas retomem o Senado, o que poderia ampliar os poderes de fiscalização de Blumenthal. Até o momento, nenhuma nova data de audiência foi divulgada.

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